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Quinta-feira, Novembro 20, 2008
. místico clã de sereia .





foto: isabel daguer




Paixão e prudência são inimigas desde os tempos da inocência. São como duas irmãs que se amam incondicionalmente mas se odeiam permanentemente pelo que a outra tem .

São como vultos invertidos num espelho fantasma. Fogem uma da outra como o diabo foge da cruz.

Enquanto uma tudo pode, a outra tudo retém.

A prudência é como as carolas de missas ultrapassadas. Carolas que se vestem de preto quando na verdade queriam ser Carolinas, Marias, Magnólias, mulheres de vermelho.

Elas estão constantemente em desafio. Uma desfiando as horas nos suspiros que planta, a outra, rosários, em suplicas de amor próprio.

A prudência escurece ao primeiro toque, como as camélias, por isso não permite que a toquem! Por isso não permite que as pessoas se toquem antes da última canção.

Só a paixão nos aproxima de nós mesmos exatamente por ser capaz de nos tirar de nós sem a menor cerimônia e é quando não estamos em nós que o melhor de nós acontece. Acredite!

A paixão nos faz esquecer quem somos. Devíamos ser gratos a ela, pois não existe pequenez maior do que a tentativa de ser o mesmo a vida toda.

Ela não exige nada em troca além de coragem. Ela é um convite para o baile chamado infância dos olhos.

Quando ela passa, seu perfume de lírio levanta as marés. É impossível ficar indiferente a ela. Sua força arrasta cidades, acorda vulcões adormecidos. Ela nos faz retomar livros esquecidos, músicas inacabadas. Nos faz refazer amizades empoeiradas pelo tempo, andar quilômetros em busca de um primeiro beijo. Ela nos faz papel na ventania, perdido de amor pelo vento.

Amante do medo, a prudência só nos quer intocáveis. Eternamente amarrados aos nossos calcanhares, como pássaros selvagens em gaiolas de ouro, como uma criança impedida de jogar bola para não sujar a roupa branca.

A prudência é branca. A prudência é branca e não empresta sua roupa para o delírio pintar paisagens nunca vistas antes.

A paixão é incolor - empresta seu corpo de nuvem para a cor que melhor nos convém - e é o único antídoto contra a dor, a monotonia e o tédio que escorre para o centro do nosso umbigo quando tudo fica reto.

O que ela quer de nós, meu amigo, é coragem. Apenas coragem.

by Mônica Montone




*

"saudações para quem tem coragem, para os que estão aqui para qualquer viagem, não fico esperando a vida passar tão rápido, a felicidade é um estado imaginário... " [Frejat]

escrito ao som de:







para ouvir as canções dessa moça que vos escreve, acesse: www.myspace.com/monicamontone

@@@ Meus beijos, aves raras!

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Por . fina flor . 8:22 AM 19 Comentários
Segunda-feira, Novembro 17, 2008
. da arte de argumentar .





foto: j kim



Quando eu era pequena meu pai implicava com o fato de eu estar sempre descalça.

Eu olhava para os seus pés, constantemente presos, e sentia uma agonia! Eu não entendia porque ele andava calçado!!

Nem mesmo quando ele se sentava à mesa da sala de jantar para ler, tirava os chinelos dos pés.

Nunca soube se ele percebia a minha presença, mas quando ele se sentava para ler, eu engatinhava para debaixo da mesa com um livrinho e ficava lá, deitada sobre o tapete, vendo as figuras coloridas e as letras que eu ainda não entendia. Às vezes olhava para os pés dele e ria, achando feio.

Eu tinha tanta coisa para conversar com ele!! Queria saber por que nossos dentes caiam, por que eu não podia ser integrante do Balão Mágico, por que eu tinha que comer ovo mesmo detestando, por que ele gostava tanto dos Beatles?

Acho que me tornei escritora pela grande vontade de estar sempre perto dele. Ele era um homem que lia – e lê - muito. Talvez eu tenha decido ser escritora, ali, debaixo daquela mesa, não me lembro, eu tinha apenas 5 anos.

Entre o corredor carpetado que dava para os quartos de nossa casa do São Bernando e a sala de jantar, havia um tapete felpudo, verde e macio, e entre o tapete e o corredor, um pequeno espaço de piso frio.

Eu sempre saltava do corredor para o tapete, num passo de balé, quando passava por ali e argumentava:“Não pisei no chão”. Ou então, eu me sentava sobre a mesa, a pia do banheiro, o bidê e dizia: "Não estou com o pé no chão".

Meu pai, irritado, não sabia o que dizer, já que sua explicação para eu não andar descalça era que o piso frio poderia me deixar gripada.

Nunca fiquei gripada. Continuo descalça.


by Mônica Montone


*
Bob pai, eu te amo assim óóóóóóóóóóóóóóóóóóóó!!!!

E quem já me viu dançar, sabe que essa música é todinha minha... Da menina que dança dentro da menina dos olhos:






@@@ boa semana, aves raras!!!

para ouvir essa moça que vos escreve cantando suas músicas, acesse www.myspace.com/monicamontone



by Mônica Montone

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Por . fina flor . 4:51 PM 35 Comentários
Quinta-feira, Novembro 13, 2008
. melodia particular .


foto: Mônica Montone por Patriccia Landim


Talvez eu não consiga me ver como uma atriz por uma questão muito simples: eu não consigo deixar de ser eu.

Eu. “Essa coisa grande, escandalosa, diferente, sexy, inteligente, tamanha e nunca visto antes”...

Talvez eu não consiga deixar de ser eu porque essa coisa toda que há em mim, e que não sei o que é, não sossega.

Eu posso até fingir que estou gozando quando não estou, mas não posso, não quero e não consigo fingir que não estou gozando quando estou!

Meus olhos brilham quando bebo milk-shake de ovomaltine do Bobs. Meus cabelos se arrepiam quando escuto uma música boa e minha calcinha molha quando a possibilidade de cair numa boca que sorri com uma melodia particular se aproxima.

Mr. Cat era assim. Tinha uma melodia na voz, no riso. Tinha um jeito de menino mimado. Um jeito de balançar a cabeça, quase um “je ne sais qua”. Um jeito de balançar a cabeça que segundo ele queria dizer “não, eu ainda não acredito que isso está acontecendo”.

Não! Eu não sei se falamos a mesma língua como intuiu minha melhor amiga, sei que parecemos diferentes nisso: quanto mais inacreditável, mais eu quero, porque só o impossível parece valer a pena - as coisas possíveis são tão tolas quanto os artistas que se sentem incompreendidos.

Ele achava que estava me decepcionando, e de fato, estava, mas isso perdia toda a importância quando eu reparava que ele metia os lábios no copo de coca-light de um jeito só dele. “Ele bebe como quem mastiga”.

Talvez eu nunca me torne uma atriz de verdade!! Talvez eu nunca me torne uma atriz de verdade porque eu não sei ser outra coisa que não eu mesma quando o entusiasmo me convida para dançar jazz sobre o colchão de uma cama. Eu não sei ser outra coisa que não eu mesma quando o homem que escolhi se aproxima.

Sorry! But I can not walk slowly quando o que escorre em mim me lança para além do meu quintal.

Talvez ele não tenha entendido isso. Talvez ele tenha entendido e tenha ficado com medo de possíveis efeitos colaterais, embora eu tenha explicado que queria o instante e nada mais. Talvez ele não pudesse, não conseguisse... Ou, simplesmente não quisesse. Não me importa os porquês dele nesse momento.

A mim importa essa sensação de estupidez que me ensurdece, além de um certo estranhamento e um tanto de vontades...

Tudo isso para dizer que amanhã tenho ensaio e ainda não sei se serei uma boa atriz...

by Mônica Montone






@@@ Obrigada pelos pousos, aves raras e jardineiros fiéis. Obrigada pelo apoio, torcida e carinho, hoje e sempre........ E aos que acabam de chegar, sintam-se em casa...


Para ouvir essa moça que vos escreve cantando suas músicas, acesse:
www.myspace.com/monicamontone



by Mônica Montone

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Por . fina flor . 2:14 AM 40 Comentários
Sexta-feira, Novembro 07, 2008
. al otro lado del rio II .



foto: joão estiliano morais




Talvez a nossa maior tolice não seja crer ter visto uma luz do outro lado do rio, mas querer que essa luz permaneça acesa para que nossos pés sujos de lama descansem sobre uma cama de palha e um olhar macio.

Por certo que até os cegos pressentem o que brilha do outro lado do rio, mas que diferença isso faz quando remar é o único destino?

Vaga-lume só é bússola para quem tem na pele o aroma de terra pisada e nos olhos a doçura de mil jaboticabas colhidas por um curumim perdido de amor pela mata.

Acreditei ter visto uma luz do outro lado do rio!! Mas que diferença isso faz quando remar é o único destino? Quantas luzes por mim vão passar, quantas margens hei de atravessar, até que minhas águas se acomodem na margem dos meus pêlos?

Acreditei ter visto uma luz do outro lado do rio e quando acordei estava assim, à deriva, sem remo, sem comida, sem colete salva-vidas, embalada apenas pela paisagem de flores ribeirinhas, florzinhas que sorriam para mim como se soubessem um segredo antigo como o mundo.

Na outra margem do rio, a fumaça, réstia do que ainda não se consumiu, além do eco de uma voz me chamando, quase um suspiro.

Cravo meus sonhos na água e sigo. Creio que nem tudo está perdido. Nada se perde quando o que se ganhou foi a possibilidade de gostar de alguém.






by Mônica Montone

*

Eu não sei bem o que estava procurando na Internet quando achei a canção "al otro lado del rio", de Jorge Drexler. Há duas semanas que escuto sem parar. Tive que aguar o poema acima!!!! Para ouvir a música, clique aqui


@@@ Aves raras do meu coração, meu myspace ficou pronto! Nem acredito! Se quiser escutar minhas músicas, basta acessar www.myspace.com/monicamontone

Obrigada pelos pousos e até!!!


U.P.D.A.T.E. para quem gosta de descobrir novos ritmos e novos sons, tô dando uma dica imperdível no site Opinião & Notícia, clique aqui




by Mônica Montone

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Por . fina flor . 4:47 AM 48 Comentários
Segunda-feira, Novembro 03, 2008
. a condição humana .


foto: fgp



Ele não pára! Lança filmes no festival de cinema, faz show e agora ministra um curso que resultará na montagem de uma peça com estréia prevista para janeiro. Domingos Oliveira é assim, uma ventania. E quem está perto dele é arrastado. Ou seja? Sábados e domingos, até janeiro, a moçoila aqui terá que pular da cama às 8h da matina para dar início aos trabalhos, portanto, se me encontrarem na rua e eu não tirar os óculos escuros não é nada pessoal, só olheiras, mesmo.

No primeiro encontro filosofia, teatro, bate-papo de primeira qualidade. Gente bonita reunida, amigos novos para palavrar, muito a absorver.

No segundo encontro, um exercício: me foi pedido para fazer uma apresentação que falasse sobre a “condição humana”.

Deu nisso:

Quando eu era pequena eu queria ser astronauta! Eu achava lindo alguém poder flutuar, mesmo que fosse dentro de roupas prateadas e foguetes de lata.

Mas aí meu pai me deu um disco! Um disco que tinha um cavalinho azul na capa e uma canção que deixou estarrecida: “procurando bem todo mundo tem pereba, marca de bexiga ou vacina, e tem piriri, tem lombriga, tem ameba, só a bailarina que não tem... Nem unha encardida, nem dente com comida, nem casca de ferida ela não tem”...

Ouvindo aquela música era como se tudo fizesse sentido, como se todos os problemas de uma existência inteira se encerrassem ali, num pliê qualquer! Bastava se tornar bailarina!

Quanto mais eu ouvia mais sentido as coisas pareciam fazer e embora eu nem soubesse, ainda, o que queria dizer “fazer sentido” eu me lembro da sensação.

Então decidi: vou ser bailarina. Não fui. Quem sabe um dia entenda o porquê...

*

Ai de nós, sem as bailarinas! Ai de nós sem a idéia dessas damas rodopiando no teto das nossas mais tolas aspirações.

Sem elas seríamos meros cegos numa caverna. Sem elas seríamos apenas servos de um castelo de vidro muito frágil onde a condição humana não passa da vertigem do próximo passo. Do tropeço. Do soluço. Da náusea. Onde nos permitem viver e depois, quando estamos minimamente acostumados com suas paredes e paisagens, nos expulsam para outras aragens, ou quem sabe, até os portões de Hades.

Ai de nós sem as bailarinas!

Ai de nós sem essa ânsia de ser como elas: criaturas que giram, giram, giram sem nunca perder o prumo, o equilíbrio, o rumo; criaturas encantadas que sustentam na ponta dos pés a insustentável leveza de um corpo entregue a fomes ancestrais.

As bailarinas não padecem dessa estranheza chamada “condição humana” porque elas são perfeitas e sua beleza encerra qualquer dúvida.

Nós, bichos que aprendemos a falar, a palavrar o mundo, a povoar o mundo com nossas idéias de coisas e suas serventias, só podemos, em verdade, uma coisa ante o susto de Ser, ante o suste de Ser e estar entre
aquilo que conseguimos ser e o nada: i.m.a.g.i.n.a.r

Imaginar que somos como as bailarinas de Degas, de Chico e Edu Lobo, de Lucinha Lins.

Porque somente a imaginação nos diferencia! Porque somente a imaginação nos faz originais e livres... Livres como elas, cinderelas de uma sinfonia surda, porém absoluta.


by Mônica Montone

U.p.d.a.t.e: Amanhã, 5a. feira [06/11], estarei no programa Happy Hour do GNT, ao vivo, às 19h. O programa reprisa às 2h e 12h da sexta-feira, 07/11. O GNT fica no canal 41 da Net.
Abaixo, Chico Buarque e Edu Lobo cantando Ciranda da bailarina:








@@@ Estive dodói essa semana, aves raras! Virose! Mas já estou bem e essa semana passo para matar a saudade!! Beijos e boa semana para todos nós..........

Ahhhh, e quem quiser escutar algumas músicas do meu disco, basta acessar meu myspace que acaba de sair do forno www.myspace.com/monicamontone



by Mônica Montone

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Por . fina flor . 2:46 AM 40 Comentários
Terça-feira, Outubro 28, 2008
. alimento.


foto: Mônica Montone por Patriccia Landim



Para a chuva, pé de feijão. Para a tosse, mel-agridão. Para os dias frios, dança.

Para uma paixão que não se consumou, papel e caneta. Para a raiva, o riso. Para extração de siso, sorvete.

Para o telefone que não tocou, karaoquê. Para a saudade do que não aconteceu, novidade. Para a fome não sei de quê, pão

Pátañjali, um dos mais respeitados e conhecidos mestres de yôga da antiguidade, autor do Yôga Sutra, livro mais completo sobre esta filosofia, escrito a aproximadamente III a. C., dizia que para anularmos uma força devemos colocar outra diametralmente oposta em seu lugar.

Ou seja, pensou abobrinha? Faça um suflê!

Que os pensamentos são forças que nos movem já sabíamos antes do The Secret, não? Mas como controlar os vrittis? Termo sânscrito que designa o fluxo de pensamentos que nos invade sem que tenhamos controle?

Uma das maneiras é praticando a meditação, exercício que requer treino, disciplina e concentração. Outra, mais simples, é tentar anular a força de alguns pensamentos viciosos alimentando pensamentos diametralmente opostos, como ensinou o mestre dos yogins.

Pensou em algo que te deixou mal? Imediatamente procure se lembrar de algo que tenha te deixado muito feliz, ou de alguém que te faça bem - eu sempre lembro dos olhos do meu pequeno sobrinho João, com seus longos cílios e doçura travessa.

Alimentar os sentidos também costuma funcionar. Coisas simples como usar a roupa predileta, o perfume que traz boas recordações, ouvir música de tempos memoráveis, comer o doce da infância, são atitudes que costumam mudar o padrão vibracional dos nossos pensamentos.

Agora, se não disso funcionar, adote o conselho do meu professor de Jung: vá lavar um bom tanque de roupas sujas ou arrumar a casa que certamente o cansaço há de vencer qualquer pensamento indesejado.

Eu ainda prefiro alimentar os sentidos. Sábado fui sozinha até a Urca, sentei na muretinha e fiquei horas ouvindo Jorge Drexler, olhando a imensidão...

by Mônica Montone

@@@ Uma semana com gosto de chicabom para todos nós, aves raras! Obrigada a todos que comentaram sobre as minhas músicas e o ensaio fotográfico que fiz no post abaixo!! A Paty Landim [fotógrafa] realmente manda bem, quem quiser o contato dela é só pedir...


by Mônica Montone

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Por . fina flor . 4:16 PM 37 Comentários
Quarta-feira, Outubro 22, 2008
. fragmentos de Mônica Montone .




..."Eu precisei rasgar meu rascunho para merecer carregar o sol na boca. Desisti dessa coisa pouca de ser. E não, eu não sou muitas. Essa coisa de ser muitas é para quem ainda conserva no rosto traços de um rascunho mal acabado. Elas, as idéias, é que são muitas em mim"...


"...Nenhum estado de águas me assusta mais do que a certeza de que comunguei com aquilo que desconheço em mim"...



... "Minha cabeça gira como um cata-vento esquecido num jardim onde nunca venta. Um jardim onde as laranjeiras não dão fruto, mas estão sempre floridas, espalhando um cheiro branco no ar"...



..."Estou tentando apagar o rastro das minhas mentiras mas às vezes desconfio que elas são as únicas verdades que possuo, que são as únicas pistas que tenho sobre mim mesma e que somente minhas mentiras me dão a noção exata de que sou feita de sal"...



..."Queria conhecer o silêncio do vento para nunca mais enfeitar as ausências nem desafinar na sinfonia dos olhos que não conheço a cor"...


..." Eu queria não colocar estranheza onde não existe nada, mas estranhar é o que me faz existir"...


"...Cravo meus sonhos na água e sigo. Creio que nem tudo está perdido. Nada se perde quando o que se ganhou foi a possibilidade de gostar de alguém"...


*

Algumas m.ú.s.i.c.a.s do meu disco

[clique sobre os nomes]


. Mulher de Minutos

. Sartre de banda

. Te amo de amor


Os fragmentos acima fazem parte dos textos que estarão no meu próximo livro.

Ensaio fotográfico inspirado no seriado Sex and the City, clicado pela bela fotógrafa

Patriccia Landim.
*
Muito mais de mim, aqui
*
Evoé! Vida longa a esse Deus chamado trabalho!


@@@ Entenderam, agora, aves raras, porque ando meio ausente da blogosfera? Mil coisas acontecendo ao mesmo tempo, aqui, agora, já. Obrigada pelos pousos e pela paciência, compreensão, torcida e carinho. Em breve terei novidades, aguardem...


by Mônica Montone

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Por . fina flor . 2:08 AM 66 Comentários
Domingo, Outubro 19, 2008
. pássaros de papel .


foto: source


Talvez ainda exista em mim uma adolescente incendiária a procura de pássaros de papel no coração dos bosques.

E talvez ela ateasse fogo nas promessas que você nunca fez a ninguém mas guardou como uma canção amarelada no fundo de uma guitarra esquecida qualquer.

Talvez ela te convidasse para tomar um porre. Talvez ela te ofertasse os lábios pintados de vermelho numa noite vazia ou quem sabe te fizesse lembrar de coisas que você jamais viveu.

Ela não sabe nada sobre você, mas isso não tem a menor importância para uma adolescente que só quer ser devorada como uma caixa de bis branco e como se não houvesse amanhã.

Talvez ela ainda esteja aqui. Ou talvez isso tudo seja apenas a minha vontade de estar aí.

Mas a noite avança como o som dos cascos no chão de pedra prestes a destruir cidades de cristal e nesse lugar onde o tempo é apenas a chama de uma vela é preciso seguir adiante antes que o pouco de juízo que a vida me emprestou seja incendiado por ela.

Amanhã é dia de branco no mundo das gentes grandes e nesse mundo não há muito espaço para poesia barata, histórias em quadrinho e expectativa de beijo no portão.

É preciso ganhar o pão, pagar o aluguel, juntar dinheiro, ler jornal, fazer cara de inteligente, fazer cara de mau. Ser boa amiga, bom pai, boa mãe, bom patrão, bom irmão, boa filha, bom marido, boa esposa.

Por que foi, mesmo, que escondemos o isqueiro de nossas próprias mãos????

by Mônica Montone

Inspirado no poema Guia para sonâmbulos, de Efraim Medina. Trilha sonora [abaixo] escolhida pela adolescente que me habita:






@@@ Semana de branco e muito carvão no trem chamado trabalho aves raras. Beijos, obrigada pelos pousos e até.........................................


by Mônica Montone

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Por . fina flor . 11:59 PM 34 Comentários