
foto: sweetcharede www.olhares.com
Até que ponto a desconfiança é saudável?
O artigo abaixo, do National Institute of Mental Health EUA Sociedade Bras. de Psiquiatria Clínica responde essa questão.
Paranóia - A palavra
Paranóia é um termo utilizado por especialistas em saúde metal para descrever desconfiança ou suspeita altamente exagerada ou injustificada.
A palavra é freqüentemente utilizada na conversação cotidiana, em geral em momentos de rancor e de forma incorreta. Simples desconfiança não é paranóia - especialmente se fundamentada em experiência passada ou em expectativas baseadas na experiência alheia.
A paranóia pode ser discreta e a pessoa afetada ser razoavelmente bem ajustada socialmente ou pode ser tão grave que o indivíduo se tora incapacitado. Às vezes o diagnóstico é difícil, já que muitos distúrbios psiquiátricos são acompanhados de alguma característica paranóide. As paranóias podem ser classificadas em três categorias principais: distúrbio paranóide de personalidade, distúrbio delirante paranóide e esquizofrenia paranóide.
Distúrbio Paranóide de Personalidade
Oswaldo trabalhava em um grande escritório como programador de computação. Quando outro programador foi promovido, Oswaldo achou que seu supervisor tinha raiva dele e que jamais reconheceria seu valor. Estava certo de estar sendo sutilmente menosprezado pelos colegas. Muitas vezes nos intervalos para o cafezinho, observando-os em pequenos grupos, imaginava que estivessem falando dele. Se visse um grupo de pessoas rindo, pensava que estivessem rindo dele. Passava tanto tempo remoendo tais idéias, que seu rendimento no trabalho caiu a ponto de seu supervisor alertá-lo de que precisaria melhorar seu desempenho para não receber uma avaliação insatisfatória.
Esta atitude reforçou as suspeitas de Oswaldo, que decidiu procurar emprego em outra grande empresa. Após algumas semanas em seu novo serviço, começou a achar que os colegas de escritório não gostavam dele, excluindo-o de conversas, ridicularizando-o pelas costas e denegrindo seu trabalho. Oswaldo mudou de emprego seis vezes nos últimos sete anos.
Ele sofre de distúrbio paranóide de personalidade.
Algumas pessoas tornam-se desconfiadas sem motivo, em tal grau que seus pensamentos paranóides destroem sua vida profissional e familiar. Diz-se que tais pessoas têm distúrbio paranóide de personalidade. Elas são:
Desconfiadas
A desconfiança permanente é um sinal inconfundível de paranóia. Pessoas com distúrbio paranóide de personalidade estão constantemente em guarda, por enxergarem o mundo como um lugar ameaçador. Tendem a confirmar suas expectativas, agarrando-se a mínimas evidências que confirmem suas suspeitas, e ignoram ou distorcem qualquer prova em contrário. Estão sempre alertas, procurando sinais de alguma ameaça.
Qualquer pessoa em uma situação nova — nos primeiros dias em um emprego ou iniciando um relacionamento, por exemplo — é cautelosa e de certa forma reservada, até sentir que seus temores são infundados. Pessoas com paranóia não conseguem abandonar seus temores. Continuam a esperar por armadilhas e duvidam da lealdade dos outros. No relacionamento pessoal ou no casamento, essa desconfiança pode apresentar-se sob a forma de ciúme patológico e infundado.
Hipersensíveis
Por estarem excessivamente alertas, as pessoas com distúrbio paranóide de personalidade percebem qualquer minúcia e podem ofender-se sem motivo. Em conseqüência, tendem a ser excessivamente defensivas e hostis. Quando cometem algum erro, não reconhecem a culpa, nem aceitam a mais leve crítica. Entretanto, são extremamente criticas em relação aos outros. Pode-se dizer que tais pessoas fazem “tempestade em copo d’água”.
Frias e Distantes
Além de serem polemistas e irredutíveis, as pessoas com distúrbio paranóide de personalidade têm dificuldade de manter vínculos afetivos. Parecem frias e evitam relacionamentos interpessoais. Orgulham-se de serem racionais e objetivas. Pessoas com uma perspectiva paranóide em relação à vida raramente procuram auxílio médico - não faz parte de sua natureza pedir ajuda. Profissionalmente podem atuar com competência. Pode procurar redutos sociais onde o estilo moralista e punitivo seja aceitável ou, até certo ponto, tolerável.
Dr. David Shoe, M.D. , Dr. David Picka, M.D. ,Dr. Darryl G.Kirch, M.D.
...
Recebi esse artigo por e-mail e achei que se tratava de um * serviço de utilidade pública *, então, resolvi postar. Ele foi retirado daqui, ó onde, aliás, tem várias outras inforções sobre o assunto.
@@@ Aves raras e criaturas encantadas que por aqui passam: estou aproveitando o cheirinho de alfazema dos cabelos de minha mãe e por isso ficarei ausente por uns dias. Obrigada, sempre e muito, pelos pousos! Beijobeijobeijobeijobeijo e até.................................
@@@ Ahhhhhhhh, antes que eu me esqueça, eu ameeeei o debate do post do post abaixo, viu?! E quero apenas acrescentar que ao contrário do que alguns possam ter pensado eu tenho uma relação ótima com minha mãe, que é uma fofa e sempre me incentiva e apoia em tudo. É uma mulher linda, forte e guerreira e que me ensinou, entre outras coisas, a perdoar, ser honesta e gentil com as pessoas... É uma pessoa que amo, muito, muito, muito..................................






























32 comentários:
muito esclarecedor o post...haha
ótima semana
grande abraço
Mel disse...
Hoje em dia devemos ficar atentos a tudo voltado à saúde mental, para que possamos buscar ajuda profissional precoce e iniciar o tratamento o mais rápido possível com o intuito de levarmos uma vida normal.
Beijos!
Os distúrbios de ordem mental geram à sua volta um preconceito enorme, tudo porque as pessoas continuam mal informadas sobre a maioria das doenças.
Por isso, posts como este são sempre úteis para alertar e esclarecer algumas questões que muitos de nós possamos ter.
Beijinhos.
Já tive uma paranóica. Mas esse era o menor dos seus problemas.
Que coisa Mônica..hoje ando meio down..ou será alguma paranóia se manifestando?
Sei lá..coisas latentes que agora dão as caras.
E me deixam de cabeça atordoada.
beijos e boa semana!
Menina, achei tão... Cheia de dúvidas agora, serei eu paranóica? Mas eu fui passar uns dias com a minha mãe e não comentei o post abaixo, genial. Adorei. Vou ler os comentários com calma, mas, uau mesmo, pra lá de bacana. Beijinhos.
Ah, fiz as listinhas. :)
Excelente post!
Bjos...linda semana de muitas alegrias.
Acho que todos somos meio paranóicos. Sem isso, a gente perde o interesse das coisas...
Bjos, minha querida!
Oi MM !
Está muito mais presente do que a gente imagina. Gostei dos esclarecimentos.
beijos querida e aproveite bem o colinho... Ótima semana!
Eu sou um pouco desconfiada, mas não chega a ser uma paranóia. Até pelo que li.. Ou sera que estou ignorando algum fato.. rs
Beijos!
Esse tipo de informação nunca é demais, né, Deborah, querida?
beijocas e até
MM
ps: assim que der vou conhecer seu cantinho, viu?! Obrigada pelas visitas sempre gentis :o)
A questão é que o preconceito ainda é muito grande, Melzinha :o)....... Mas informação nunca é demais, né?
beijos, linda
MM
Girassol, querida flor, também acho que o preconceito é grande e acho lamentável que tanta gente sofra por isso.... Ás vezes uma simples terapia pode ajudar, mas a pessoa que tem os sintomas tem medo de ficar estigmatizado, enfim, uóóóó
beijos, linda
MM
Acho que você quis dizer "dos meus" problemas, não, Sujeito? rs*
Será que é por isso que você prefere o anonimato????? rs*
beeeeeeijos, querido
MM
Essas coisas acontecem, Dani, querida.... Pode ser uma fase! Fique atenta se ficou encanada :o)
beijos, flor e melhoras no estado de espírito
MM
Valeu, Camille, legal você ter gostado :o)
Acho que todos nós temos uma pontinha de paranóia em algunas casos, épocas e tal, mas, quando o sentimento de perseguição vira "estilo de vida" é preciso abrir o olho :o)
beijos, frô
MM
Uma semana de muitas alegrias para você, também, Mercinha :o)
beijocas
MM
Paulo, querido, também acho que todos temos em essa característica - uns mais, outros menos.... O problema é quando começa a afetar a vida pessoal, as relações, o trabalho, etc e tal....
beijos,
MM
Tô aproveitando, Tina, tô aproveitando, rs*
beijos, linda
MM
Tô aproveitando, Tina, tô aproveitando, rs*
beijos, linda
MM
Na dúvida, escolha a opção mais feliz, Anna, bonita.... rs*
beijocas e até
MM
Sou um parabólico esquizofrênico esquisóide que perambula por aí em preambulares poemas. Não entendi xongas, again.
Eu detesto a minha falta de tempo que me fazem perder o seu rumo. Aos poucos me reencontro nas tuas palavras e lhe parabenizo pelo ótimo texto.
Um beijo sem paranóia
Brunø
Gostei muito daqui, e tomo a liberdade de linkar teu blog, está bem? Abraços alados azuis.
O que tem de gente assim, Mônica... afe!
Mas, um pouquinho de "nóia" todo mundo tem, né?
;)
beijinho
Saí do meu exílio na Patagônia, me identifiquei...
Gente, o paranóico é o sujeito descontextualizado. O que produz a paranóia é a falta de contexto - e que a paranóia denuncia. Ele está e não está numa situação. E isso produz aquele velho mal-estar da civilização. Freud explica?
Bjos
Ricardo, querido, o que é que você não tem entendido???? rs*
Não entendo a sua 'não entendiencia', rsrsrsrsrs
beijos, honey e até
MM
Bruno, querido, o texto sobre a paranóia não é meu, não, o recebi por e-mail :o)
beijos, dear e obrigada pelo pouso
MM
Obrigada, Analuka pelo pouso carinhoso e pelo link. Fico feliz que tenha gostado daqui! Assim que der passo para conhecer sua casinha.
beijocas
MM
Um pouquinho é saudável, o problema é quando a pessoa acha que o mundo gira em torno do umbigo dela e que tudo o que fazem é pensando nela, aí, é fogo, né, Lidiane?! rsrsr
beijos, linda
MM
Acho que ele cria seu próprio contexto, Luna, como a maioria de nós, mas um contexto cheio de sofrimento.......... :o)
beijos, linda [bom tê-la de volta!]
MM
Postar um comentário