foto: armstrong robertsEscolher não é difícil! Difícil é lidar com as conseqüências de cada escolha, conviver com as perdas e os ganhos. Difícil é aceitar a impotência de não poder prever o próximo rodopio, arrepio ou tropeço.
Tropeça quem esquece de tirar o salto para entrar no coração alheio. Quem aceita o que lhe é ofertado sem nem saber o porquê, quem não gosta de dançar mas mesmo assim estende a mão para uma valsa só para tentar controlar o que o outro deve pensar a seu respeito.
Tropeça quem acha que o diferente é feio.
A psicanalista francesa Corinne Maier, certamente tem feito muita gente tropeçar e cair de boca no próprio umbigo desde que lançou seu livro Sem Filhos – 40 razões para você não ter.
A maneira crua e realista com que Corinne fala sobre a maternidade chega a ser chocante até mesmo para as pessoas que optaram por não ter filhos.
O livro da autora que já é best-seller na França, acaba de chegar às livrarias brasileiras pela editora Intrínseca.
Ao longo das 158 páginas, Maier, que é mãe de dois filhos, dispara sem rodeios: “querer a todo custo se reproduzir é um objetivo formidavelmente banal”; “as alegrias do parto são uma propaganda totalmente enganosa”; “a vida com filhos é uma vida banal”; “criar um filho é uma guerra”; “filho nem sempre acaba com o amor [de um casal], mas muitas vezes acaba com o desejo”; além de chamar os filhos de “correntes aos pés”, “estraga-prazeres”, “peso” e “parasita”.
Mas além de apresentar 40 razões para não ter um filho, a psicanalista fala sobre a opressão que mulheres que optam pela não maternidade sofrem.
“Na França, ser ‘sem-filho’ é uma anomalia. Permanentemente censurados, os que se atrevem a não tê-los causam dó: ‘ A pobrezinha provavelmente não pôde ter’...Se assinasse este livro sem ter filhos, todo mundo acharia se tratar de uma solteirona amarga e invejosa.”
Para Corinne, a opção pela maternidade hoje em dia tem a ver com status, manutenção do que chama de “baby-business” e necessidade de não se sentir excluído.
“Ter um filho é o que há de mais bonito nesse mundo, um sonho ao alcance de todas as bolsas e barrigas. É mostrar para a vizinhança o sucesso do casal, a comprovação da integração social dos pais, num mundo em que o maior dos temores é o de ser ‘excluído’ ”.
Sem Filhos faz rodopiar e em alguns momentos arrepia, mas quem pode julgar se ela está certa ou errada se para cada pessoa existe uma verdade?
Muitos tropeçarão na própria língua oferecendo a palavra “feia” à autora. No dicionário Aurélio, “ Feio: adj. 1. de aspecto desagradável. 2. Indecoroso, vil. 3. Diz-se do tempo mau, chuvoso, etc. SM. 4. Coisa feia.”
Sim, ela fará chover em mentes por onde passam apenas brancas nuvens, disso eu não tenho dúvida e apesar de discordar de diversos trechos de seu livro eu oferto a ela a palavra “linda”, pela coragem e honestidade que exala nas páginas de seu livro.
Sem Filhos – 40 razões para você não ter
Autora: Corinne Maier
Editora: Intrínseca
Páginas: 158
@@@ Após a polêmica gerada pela minha crônica Filho é para quem pode, publicada na Revista O Globo, a editora da revista me convidou para uma entrevista com a Corinne Maier, autora do Sem Filhos, e foi assim que o livro chegou em minhas mãos. Confesso que temi pela segurança de Corinne, pois se minha crônica que apenas sugeria a maternidade consciente e a reflexão de que um filho não é a salvação para todos os problemas gerou tanto desconforto e indignação, imagino o que não vai passar essa dona quando colocar os pés na terra do futebol e do carnaval.
E.N.T.R.E.V.I.S.T.A
> Das 40 razões que você cita para não ter filhos, quais as principais?
Os filhos exigem tanto tempo e energia que impedem que os pais façam um monte de coisas: viajar, viver aventuras, ganhar dinheiro... Ninguém avisa que as mulheres serão prisioneiras dos filhos por 20 anos.
> Por que uma mulher que opta por não ter filhos é considerada suspeita, fraca, medrosa ou doente?
São preconceitos de gente sem imaginação. No século XX, mulheres como Virgínia Woolf e Simone de Beauvoir tiveram vidas interessantes e escolheram não ter filhos. Elas não eram nem fracas, nem medrosas.
> Você admite que às vezes se arrepende de ter tido filhos. Que tipo de reação isso provoca?
Isso choca algumas pessoas. As crianças dão sentido à vida? Tenho dúvidas. Pode ser para uma minoria. A espécie humana estaria na Terra unicamente para se reproduzir? Não é um pouco limitado?
> Alguém já disse que você é péssima filha e péssima mãe...
Me acusam de ser uma mãe ruim por causa desse livro. Tudo bem, isso me faz rir. As boas mães são as que não se questionam? Além do mais, as boas mães existem?
> Por que uma mulher que opta por não ter filhos é considerada suspeita, fraca, medrosa ou doente?
São preconceitos de gente sem imaginação. No século XX, mulheres como Virgínia Woolf e Simone de Beauvoir tiveram vidas interessantes e escolheram não ter filhos. Elas não eram nem fracas, nem medrosas.
> Você admite que às vezes se arrepende de ter tido filhos. Que tipo de reação isso provoca?
Isso choca algumas pessoas. As crianças dão sentido à vida? Tenho dúvidas. Pode ser para uma minoria. A espécie humana estaria na Terra unicamente para se reproduzir? Não é um pouco limitado?
> Alguém já disse que você é péssima filha e péssima mãe...
Me acusam de ser uma mãe ruim por causa desse livro. Tudo bem, isso me faz rir. As boas mães são as que não se questionam? Além do mais, as boas mães existem?

@@@ Aves raras: a temporada de shows do Sol na Boca acabou. A última noite foi linda. Dividir palco com o Leoni foi um sonho. Agora quem quiser me ver em ação terá que ir ao Sábados do Domingos, um cabaré filosófico, no Canequinho [anexo do Canecão] aos sábados. Fotos do último Sol na Boca, aqui.
S.a.u.d.a.de !
by Mônica Montone































80 comentários:
Depois da Lei Seca, que já fez diminuir a taxa de natalidade nacional, agora vem essa Corine pra assustar ainda mais a rapaziada...
A Corine que se cuide, tem um monte de mulher querendo dar um pau nela aqui no Brasil.
Um abraço do peixe,
Romário
A sua lucidez prima por uma sustentação firme e objetiva de seus pontos de vista, por isso o tratamento de um tema tão delicado ganha contornos até suaves quando por ti descritos!!
Eu vejo ,leio e assimilo a sua obra como uma voz poderosa de nossa geração,sem estradalhaços panfletários e que imprime sua opinião sem nunca deixar de transparecer ao seu leitor sua fragrância incomum e inconfundível!!
Parabenizá-la chega a ser um pleonasmo, Mô!!
Bjs
André Nóbrega.
Olá, Mônica. Me identifiquei muito com as questões abordadas no livro. Achei, aliás, muito elucidativa a entrevista. É muito bom que se trate desse assunto - que é um tema que muito me preocupa, por diversos motivos. Ter filhos, sobretudo para a mulher, é um contrato de longo prazo que certamente não é o elixir para por fim aos problemas de um relacionamento, ou para preencher um vazio existencial. Vejo nisso, na realidade, um certo egoísmo. Sempre muito, muito bom, o que leio aqui! Abraços!
Olá Mônica.
Eu e meu marido escolhemos não ter filhos na década de 70.No início do casamento, tinha outras prioridades em minha vida e não estava disposta a abrir mão delas.
Depois de alguns anos, senti que não queria ter filhos e os motivos foram vários.Não posso dizer que foi muito difícil suportar a pressão porque eu tinha tanta certeza da minha escolha que a opinião das pessoas não me afetou.E tinha o apoio do meu marido.Mas as famílias pegaram leve. Uma irmã disse que eu era muito egoísta por não querer ter filhos.Alguns me perguntavam o que seria de minha velhice sem filhos, quem iria cuidar de mim? Achei esse argumento muito egoista:)
Muitas pessoas acreditaram que eu estava escondendo uma impossibilidade física minha ou de meu marido. Não achavam admissível alguém optar por não ter filhos.Mas logo esqueceram de minha escolha, se ocuparam com outras coisas.
Fui discriminada por uma ginecologista há poucos anos. Ela estava me tratando muito bem na entrevista inicial e quando eu disse que não tinha tido filhos porque escolhi não tê-los ela
passou a me tratar de um jeito estranho,frio, como se eu fosse alguém que devia ser evitado.
Gosto de crianças e sempre fui a tia querida que paparicava os sobrinhos.Tenho muito carinho por elas e acho que não merecem sofrer
rejeição velada ou não daqueles pais e mães que só tiveram filhos porque todo mundo tem.
Bjs.
Tereza.
Querida que orgulho de ti e que coincidencia, ou siddhi para nós..rsrs
Citei seu texto hoje no meu blog. Mas por ignorância tecnológica não consigo linkar o Fina Flor no texto.
Parabéns querida!
Oi, Flor...
Amo tudo o que escreves.
Sucesso, sempre!!
"VIVA A LIBERDADE DE ESCOLHA!!!"
Bjos
Adriana
Mônica!
Muito lúcida e exclarecedora a sua entrevista! Parabéns!
Beijos flor pensante
Uau!!!
Além de colunista, agora foi entrevistadora... tá poderoooooosa essa minha amiga!!!
Menina, sobre a Câmera... Namorado já comprou (hoje) uma pra mim! Daquela mesmo, Nikon D40, toda boa!!! Que tal???
E o casório tá marcado pra dezembro, mas é só no cartório... porque vamos passar UM MÊS na Europa. Coisinha besta, sacomé??? kkkkkkkkk
O fato é que tô muuuuuito feliz, e nada nem ninguém vai me roubar essa alegria!
Beijão, minha linda!!!
Sou casada, mas não tenho filhos ainda. Por pura opção. Não me sinto preparada para tanto. Nem quero abandonar minha liberdade. E me sinto recriminada por pensar assim.
Dureza!
nada de novo ao front, penso em algumas outras questões.
Nada contra a mulher não querer ter filho, muito pelo contrário. é uma voz do contra, num país que apoia a gravidez - afinal, muitos europeus optam por não ter filhos.
minhas questões eu deixo para outro momento, essa hora é péssimo para "pensar" questões complexas. o sono me porra p'ra cama.
eita!
beijo
Na pré-história, as mulheres viviam grávidas ou amamentando; era um filho atrás do outro, desde as primeiras ovulações até as últimas, muitas morriam no parto. Com a chegada do cristianismo- que se tornou essencialmente patrifocal- os sacedotes criaram normas de conduta interessantes aos homens para manterem as mulheres atadas ao seu papel biológico primordial: a reprodução; mas agora com um número menor de parceiros e sumissas a ele. Assim foi por quase 2.000 anos. Como escrevi num poema, as mulheres as mulheres eram como garças: engoliam sapos e viviam no choco.
A coisa só começou a mudar com a invenção dos preservativos e, sobretudo, depois da invenção da pílula anti-concepcional na virada dos anos 60 do século passado.
As mulheres a partir de então começaram a poder exercer algum controle no atavismo da reprodução. Mas 2.000 anos de uma moralidade que só interessava aos homens e afogava a mulher no charco da submissão, não poderiam ir embora no mesmo estalar de dedo com que a pílula foi criada.
Ainda hoje, em pleno século XXI, a mulher não se sente confortável em expressar abertamente que não quer ter filho. Mas o arbítrio deve ser soberano à sentença biológica ou à condenação macho-sacerdotal.
Mônica, avisa essa tua amiga francesa, autora do livro, que o calor da fogueira que vocês duas sentem hoje não causará muita queimadura pois são apenas ecos da caça às bruxas. Mas, via das dúvidas, andem com um creme para tirar a ardência, pois vocês resolveram falar de liberdade, responsabilidade e arbítrio e nem os religiosos nem os senhores de escravos entraram no século XXI. Estão lá embaixo, na porta, esperando que um eunuco ou um garotinho castrado pra ter voz de soprano no coral das virtudes tragam a chave.
cada um sabe o q é melhor,este mundo anda tao confuso,familia nao é necessariamente,pais e filhos,nao acha?amei seu post,maravilhoso,vc está nso meus favoritos!!bjss
Oii Mônica,
Muito sensato seu ponto de vista, é preciso saber que filho não é a solução para tudo e que é uma decisão que deve ser tomada com muito amor!
Adorei seu texto, e vc tem razão essa autora vai receber um monte de criticas pesadas, mas acredito que talvez ela já esteja preparada para isso.
Parabéns pelo sucesso do show!
bjs
Marilac
Cara Montone, foi aqui que eu te citei:
http://malueavalise.blogspot.com/2008/07/desconexo.html
E estes dois primeiros parágrafos estão engraçados. Muita gente já esqueceu de tirar o salto antes de entrar no meu coração!!!
(Mas eu confesso que já entrei no coração alheio com minhas botas sujas de lama.)
Outra coisa:
Como você faz para aplicar esta proteção anti-Ctrl+C-Ctrl+V???
Também quero.
Querida Mônica, desde que fui mãe, eu senti que um certo buraco que tinha na minha vida foi fechado. Ela é a minha alegria de viver e confesso a você que nada neste vasto mundo se compara com a alegria que eu sinto por ser mãe.
No entanto, entendo perfeitamente bem as pessoas que fazem a opção por não quererem ter filhos. Acho incrível que em pleno terceiro milênio ainda existam pessoas que acham no direito de impor aos outros aquilo que acham que é o certo.
Minha querida, não tenha filhos, tenha mais tarde, adote, não adote. Faça exatamente aquilo que você acha que é a sua opção de vida e não dê bola para quem pensa que é Deus.
Parabéns por ser uma pessoa especial e por não ter vergonha de dizer o que pensa.
Beijocas carinhosas
Olha, antes de morrer quero ter essa experiência de ser pai. Acho meio burrice esse tipo de gente, que tem filhos e saí disparando contra, aí vêm a 1ª questão: pq foi parir então? Como tudo na vida, ter filhos gera escolhas que em geral são renuncias, mas fazer o quê, não se pode ter tudo. Bjus.
http://so-pensando.blogspot.com
Amei a entrevista, MM. Acho que vou comprar o livro para ler. Ainda não tenho filhos. Mas tenho pensado muito. Ainda não tive porque meus motivos são totalmente egoístas... mas, sei lá. Para tudo há tempo e hora... Esperemos, pois.
nossa quanto drama por causa de um livro, acho que ela é frustrada pro ter percebido que n é mais uma menina de 20 anos com os peitinhos empinados....rsrs
beijokas
Ai quem me dera agitar o tempo
Atirar a mágoa à voragem da noite
Arrancar as raízes ao pensamento
Sentir a paz que uma lagoa acolhe
Boa férias
Mágico beijo
Menina flor...
Em primeiro lugar parabéns, mais uma vez vc conseguiu fazer com que as pessoas sintam necessidade de reflexão, e mesmo com divergência (o que é natural), despertar a reflexão das pessoas não é muito fácil, portanto acho que a matéria foi essencial.
Não li ainda esse livro, vou procurá-lo para que eu tenha mais propriedade em comentá-lo.
Mas inicialmente como mãe que sou, não consigo entender alguns pontos de vista da autora.
É talvez a experiência dela como mãe não tenha sido realmente boa, mas não sabemos os erros, os acertos, os medos e a total capacidade de amar da mesma, então fica difícil usá-la como referencia.
Vamos lá:
Tudo aquilo que decidimos fazer exige tempo e dedicação para que tenha o resultado que procuramos à carreira, os sonhos, o aprendizado, qualquer coisa em que nos prontificamos a fazer nos toma tempo, energia e dedicação. Claro que com filhos isso é muito maior, portanto só devemos optar em te-los se realmente estivermos dispostos a nos dedicar. Mas isso não faz de nós prisioneiras, qualquer empenho e tempo que eu dedique a eles me traz um prazer total.
Meus filhos nunca me impediram de viajar, viver aventuras ou ganhar dinheiro.
Rsrsrs...Essa eu achei de mais!!Talvez ela mesma tenha colocado empecilhos para realizar tais coisas.
O que realmente é necessário é que seja feito um planejamento extra, ou para levá-los junto (o que é maravilhoso) ou para deixá-los sobe os cuidados de alguém, (vó babá, ou sei lá).
Eu fiz um passeio de 5 dias recentemente sem eles e quando cheguei ao hotel quis voltar buscá-los, pois cada coisa que eu via pensava no quanto ia ser divertido se eles estivesse lá para compartilhar. Não era peso na consciência, é que realmente a companhia deles me da um prazer enorme!!
Não acho que mulheres que decidiram não ter filhos são fracas ou medrosas. Ao contraio acho que sempre existe algum motivo para cada decisão tomada e que quem toma essa decisão conhece seus motivos.
Acredito que cada um tem um dom, e realmente ser mãe é um dom.
Aquelas mães que mesmo não tendo esse dom INSISTEM em gerar uma criança, são as mesmas que batem que jogam filhos pela janela, abandonam, fazem tortura psicológica, ou tem filhos para aumentar o valor do bolsa família.
Essas “mães” realmente não sentem prazer ao dar a luz e não tem nenhuma capacidade de se dar, essas jamais deveriam colocar uma criança no mundo!
Não são mães por dom, são “mães” por descaso e total incapacidade de viver.
E sendo assim melhor não te-los!
Claro que nunca podemos generalizar, existem mulheres que não fariam isso, mais que preferem não arriscar a não ter paciência, tempo e energia, sem que isso seja prazeroso. Portanto não querem filhos o que para mim é perfeitamente normal.
Ser mãe me traz um PRAZER absoluto, é por isso que eu adoraria poder falar com a autora do livro, rsrsr...
Baseado na vida dela ela me dará 40 motivos para não ter um filho, baseado na minha experiência com meus filhos e na minha vida eu daria a ela mais de mil motivos para ter um filho.
Enfim o que importa é cada um sabe de si!
Não compreendo, mas Respeito.
Não temos o direito de julgar, mas aconselho que não faça das palavras dela referencia, existem muitas mulheres que assim como eu lhe dariam muito mais do que 40 razões para ter um filho.
Amoooooooooooo vc um tantão, rsrsrr... Por isso escrevo com tanta liberdade, sem medo de falar de mais ou de ser chata, falo apenas o que sinto e espero que não me leve a mal.
Beijos mil
Moniquinha, eu conheço os dois lados da moeda, tive filhos depois dos 40.
Eu não queria filhos. Depois descobri, numa análise, que não os queria por achar que não os merecia, me sentia diferente das outras mulheres. Vc sabe que tive 2 filhos. São maravilhosos. Não vivo em função deles, tenho mtos outros desejos, tenho mtas tristezas por desencontros outros. Vc tb sabe.
Mas, se não fossem os dois, o amor e amizade dos dois, minha vida seria, muitooooo mais árida. Muito diferente, mais solitária- e olhe que eles, mesmo presentes não nos tiram da solidão existencial- acho que gente como nós, mais sensíveis que a média, sofre disto, esta dor existencial.
Enfim, é uma decisão que cada mulher deve tomar. Tenho mtas amigas sem filhos. Viajam mais, aproveitam coisas que eu não faço, enfim... são as escolhas, sempre se perde em qquer escolha.
Bjos, Laura
Nossa, Mônica! Este livro é mesmo polêmico...
Eu não concordo com Corine quando ela fala que os filhos impedem os pais de viajar, viver aventuras e ganhar dinheiro... quem faz isso são os próprios pais, usando os filhos como desculpa. Se acomodam... dá pra fazer tudo isso, só que com mais gente, não só o casal. ;-)
Bjo!
Sempre tive muiita vontade de ser pai,MONICA. Tenho convicção de que o seria muito bom. Mas creio que sera uma experiencia que não terei.
Beijão!!
Mmmmm... to curiosa com esse livro... vou compra-lo assim q puder!
Acho q para apimentar ainda mais a discussão aqui no seu blog, vou colocar o link de um documentário nacional feito sobre gravidez na adolescencia, o 'MENINAS':
http://br.youtube.com/watch?v=mFpjRUaI-5A
(isso é só o trailler, tá)
Creio que quando vc falou de ser mais responsável com a questão 'ter filhos ou não', falava não só de mulheres 'maduras' q acham q filho é indispensavel na vida de um ser do sexo feminino, mas tb de meninas como essas q nem sabem o q estão fazendo quando decidem por ter um bb...
No fundo, algumas (veja bem, eu disse ALGUMAS e não TODAS) dessas mulheres 'maduras' agem como as meninas mostradas no documentário.
Pensem a respeito... acho q a Monica anda sofrendo mto preconceito em relação a questão que colocou mas ela tem mta razão quando fala de MATERNIDADE CONSCIENTE!
É uma responsabilidade enorme educar e cuidar de alguém que não pediu pra nascer, e que não vai nascer pra satisfazer minhas expectativas sobre qualquer coisa.
Se for pra ter filhos sem pensar nas coisas que citei acima, melhor não tê-los.
Acho que não nasci pra ser mãe, se é que alguém nasce pra isso.
Também acho muita coragem da autora falar tão francamente sobre isso. Também gosto de te ver defender suas opiniões.
Obrigada pela visita, me faz bem te ler no meu cantinho.
Tb gosto muito do bocão do meu lay. :)
Poxa, deve ser um sonho mesmo dividir o palco com o Leoni. Amo a voz e a letra das músicas dele.
Boa quarta!
beijinho!
Engraçado, adorei seus comentários sobre o assunto e a sua coluna. Achei mesmo extremamente coerente e bem escrita, mas já a entrevista desta escritora eu achei um tanto quanto egocêntrica. Sem contar q fiquei pensando nos filhos dela lendo isso, convivendo com isso, me lembrou a história da Melanie Klein...sei lá pq. Deve ser muito bom ter uma consciência tranquila a responsável quanto a não querer ter filhos, mas por algum motivo ela teve...deveria ter um pouco mais de sensibilidade (não com leitores, mas sim com a própria família) na hora de escrever sobre isso. Não digo q não deveria escrever...mas sim ter sensibilidade. Afinal, imagina...deve ser péssimo vc escolher gerar uma pessoa e depois ficar por aí pregando algo contra isso. Fiquei com dó dos filhos.
MAs enfim...não li o livro mesmo, foi só minha opinião sentimental.
Sem contar que escrever "mulheres serão prisioneiras dos filhos..." é limitado da mesma forma daquelas que dizem que mulher só se realiza com a maternidade.
Não sou muito a favor de contestar um tabu com uma atitude reacionária, não.
Como vc mesma disse difícil não é escolher, mas sim lidar com as consequências desta escolha. A escritora não me parece que soube lidar bem com isso, mostra tanta "falta de senso" quanto aquelas mulheres q acham que filho salva vida frustrada e relacionamentos. Ela crítica uma postura, mas acaba caindo na mesma questão, só q de outra forma.
Um pouco mais acima, Adriana disse: "Viva a liberdade de escolha!"
Por motivos que fogem à minha compreensão, a humanidade em geral, e o Brasil em particular, têm renegado a anos de lutas democráticas em favor da segurança, da luta contra o terrorismos, da perseguição ideológica etc e tal.
Simples escolhas individuais caem rapidamente no "tribunal popular da fofoca e da intriga..."
É triste...
Isso porque estamos falando apenas da escolha consciente e planejada da não maternidade... Imagine se o assunto fosse aborto!!!
Beijos mil
RESPOSTA. RESPOSTA
JAQUE, amore, também achei um pouco radical a postura dela e não concordo com várias coisas que escreveu, mas por outro lado achei bacana ela falar do lado chato da maternidade, quebra o mito, sabe! Dei boas risadas com o livro, vale a pena ler.
GRACIELA, CIÇA, jamais ficarei chateada com você - nem com ninguém por dizer o que pensa. Concordo com você em suas observações e gosto bastante do que acrescenta à discussão.
CHICO, querido, acho que não terá hidratante suficiente para a Corinne, rs*
RACKEL, tenho uma super dó das adolescentes que engravidam, sabia? Acho que elas estão bem distante dessa discussão, pois sequer sabem onde estão, o que querem e para onde vão, que durá da reflexão responsabilidade te ter um rebento.
QUERIDOS QUE ESCREVEM, não tenho como responder a todos como gostaria, mas, obrigada por comentar, deixar a opinião e participar da discussão.
Beijos e obrigada pelo pouso,
MM.
NOSSA, PAULO, É VERDADE!!!!
Assim que postei o comentário vi sua resposta.
Adoreeeeeeeeeeeei o "tribunal popular da fofoca e da intriga..."
beijos, querido
MM.
Maternidade é sempre um assunto polêmico...
Ah...quero muito ter filhos! Mas acho ainda mais corajosa a atitude de não tê-los, devido essa sociedade meio escrota em que a gente vive...
beijos, querida!
Oi MM querida!
Mais um brilho seu, amei! E continuo achando que estás certíssima.
A hell with the rest of the world!
beijos querida flor e desculpe a ausência, mas ando numa roda viva danada.
PS: Também loviú, tá?
Uouw!
O Livro deve ser chocante polêmico mesmo.
No auge dos meus 18 anos, me questiono se realmente quero ser mãe.
O amor da minha mae por mim é a coisa mais bonita do mundo e eu fico me perguntando se não seria maravilhoso passar por essa experiência.
uma vez, sonhei que estava grávida. Acordei anestesiada. No sonho tive a sensação de alguma coisa quente e viva dentro da minha barriga. Não sei se eh assim mesmo, mas acordei anestesiada e querendo muito ter um ser mãe. O problema é que eu simplesmente não vejo espaço na minha vida pra um filho quando eu penso em todos os meus planos, em tudo que tenho pra realizar..
Beijos querida.
E obrigada pela visita.
Mônica, parabéns pelo artigo no GLOBO com o merecido destaque, e pela entrevista com a escritora gringa !
Bjs!
Gostei das suas respostas.
Big Beijos
Eu amei sua crônica e tb achei um pouco radical a entrevista...
Mas, sem quere colocar lenha na fogueira, bem que vc poderia matar de vez esse povo do coracão falando dos que substituem a responsabilidade, saco, despesa e afins de ter um filho pelo amor incondicional de um cahorrinho fofinho... Ou então: para que filhos se tenho sobrinhos? Uma beleza...
Abraços e continue fazendo esse povo refletir, adorei!
Minha querida Mônica,
Você está escrevendo cada vez melhor. Um texto pra se ler e guardar.
Um beijo afetuoso, com um gostinho de Jeri.
eu sempre achei que ter filhos fosse uma opção. a gente escolher ser sozinha, não ter filhos, profissão...tudo é uma questão de escolha. acho bacana esse tipo de assunto vir a tona,pois deixa de ser um tabu e esclarece nossas mentes!
obrigada pelo post!
bjão
Moniquinha querida:
Admiro as pessoas que colocam sua idéias, que mostram o que pensam sem medo de represálias ou de polêmicas.
Mas, você sabe, já me conhece, sabe do quanto a maternidade me fez bem.
A felicidade de ser mãe, só pôde ser comparada à felicidade de ser avó.
Pensamos diferentes, acho que os filhos aprisionam, tanto quanto o amor.
Como quero amar muito ainda, quero continuar prisioneira sim. Isso me faz crescer, me faz grande, me faz completa.
É o meu jeito de ser.
Beijos linda.
Libiranos têm dificuldade para decidir/escolher - a gente vive pensando nas consequências. Que dirá euzinha, dupla libriana (signo e ascendente)?rs - Beijos.
Obrigada pela visita.
Abraços lusitanos
Para ser bemmmmm sincera, ainda não tenho uma opnião formada sobre o assunto. Sobre essa decisão em minha vida.
Sigo meditando.
Agora,em uma coisa concordo, poder fazer escolhas é o sentido verdadeiro da liberdade.
Beijos.
Nada mais egoísta que nossos genes e soberba.
Valeu pela visita. Ela ainda não viu. Mas muitas mulheres acham ridículo receber poesias (acredita?). Continuarei me expressando do meu jeito.
bjao
Bem, já falei o que penso sobre tudo isso, tenho filhos por que foram desejados, tenho quatro mas queria mais até a razão me impedir de gerá-los, não me arrependo, nunca me impossibilitaram de viver minha vida, noites insones? sim, muitas, dias felizes? sim milhões.
Você é doce e como tal consegue abordar assuntos preconceituosos de uma forma prazerosa, continue autêntica, sincera e lúcida nas suas opiniões. Polêmicas fazem parte, sinal de ter cutucado a onça, rss
Estou de volta depois de um susto, com final feliz.
dias lindos minha flor querida
beijos
Muitoooooo interessante mesmo este texto. Quando eu era mais nova jamais queria filhos, mas hoje em dia penso sim em criar minha prole, claro que as vezes bate uma insegurança, uma falta de confiança em trazer algo tão precioso em mundo quase acabado. Só o tempo dirá mesmo. ;)
Mônica....
Penso que esta é uma questão pessoal de cada mulher, achei um tanto agressiva a posicão de Corinne, mas respeito...
A única coisa que posso dizer é que, para mim, não existiu um momento mais emocionante quando ouvi o coração do bb que está em meu ventre... é o som da VIDA!!!
Um abraço carinhoso
Lilian ( Esposa do Therence)
Ola Minha Bela....
Venho beijar tua testa e eis com o que me deparo....
Realmente, é um assunto delicado.
Filhos. Te-los ou não te-los.
Eu acredito profundamente no planejamento familiar, que começa desde a preparação do casal, ou da mae 9 produçao independete) com a sua psique. Engravidar é mais que gerar um filho. È gerar novos caminhos, é ter responsabilidade de assumir todas as reais mudanças que ocorrem para com a mae ( mulher) e o casal. Porque parir um filho nao é tarefa tao ardua. Parir uma nova vida diante do que virá pode ser bem mais complicado.
Acredito que isso vai de mulher para mulher, de casal para casal. Vejo muita gente pondo gente no mundo so porque houve um descuido, ou porque acha bonitinho ver aquele pedacinho de vida mamando, cheirando a talco e com gosto de sono. So isso é muito pouco. Um filhe exirge muito mais do que apenas querer...exirge planejamento ( pelo menos eu penso assim). Tenho 28 anos e ainda nao sou mae. nao sou mão por opçao...porque ainda sou uma criança que me assusto com as armadilhas da vida. Não sou mae porque nao sei qual sera a minha reação diante do meu corpo transformado. Não sou mae porque desconheço as minhas reações diante de uma noite de sono mau durmida. Entre outras coisas... Não sou mãe, porque não me vejo mae.E porque quando eu me machuco ou sinto dor, ainda ligo pra minha ( mae) pra saber que remedio ela me dava quando eu tinha uma dorzinha de cabeça. A minha insegurança diante da maternidade é comigo. Amo criança, tenho primos, sobrinhos e afilhados que trato, cuido como se fossem meus...
Sou muito conciente das minhas fraquezas, e talvez a minha insegurança quanto a maternidade seja a minha fortaleza em assumir isso...
Bjo na alma!!!
Olá linda Flôr ! Esse livro ja ta na minha lista ... tudo se resume a : escolher e fazer o que quisermos de nossa vida com liberdade e respeito a nós mesmo e as diferenças que nos cercam e nos fazem muito bem, preconceitos por nossos penssamentos , vontades e escolhas creio que vai demorar muito pra acabar porque faz parte da evolução do homem.cabe a cada um nós respeitar e aprender com os penssamentos d eoutros .
bjosssss lindaaaaa
ADOREI , o post \o\
perfeito, liindo o seu layout ^^
voce que fez? hehe
beiijo ;*
ADOREI , o post \o\
perfeito, liindo o seu layout ^^
voce que fez? hehe
beiijo ;*
Oi, Monica!! Voltei a postar!! Depois passa lá, tá??? Bjo!!!
Bom ler sobre esta questão e no mais fico com aquele ditado:
"Filhos! Penso , logo, Desisto"
Rsrs
bjão
Pois é monica, concordo plenamente com vc e acho q seu texto deveria chegar tb nas mãos dessas meninas. Talvez muitas delas não entendam mto bem a questão da maternidade s/vocação -ou mesmo da maternidade em si- , mas tenho certeza de q uma ou outra acabará por captar a msg. Me parece q essas meninas não conhecem a realidade de uma mulher sem filhos e acabam achando 'normal' te-los, mesmo sem condições minimas (psicologicas e financeiras) para tal... pobres das crianças nascidas nesse contexto!
O mesmo acontece com muitas mulheres ditas 'maduras'. Não li o livro da Corine, mas concordo com o q disse a menina 'que estava perdida no mar' alguns comentarios acima: "fiquei pensando nos filhos dela lendo isso, convivendo com isso(...)Deve ser muito bom ter uma consciência tranquila a responsável quanto a não querer ter filhos, mas por algum motivo ela teve...deveria ter um pouco mais de sensibilidade (não com leitores, mas sim com a própria família) na hora de escrever sobre isso. Não digo q não deveria escrever...mas sim ter sensibilidade."
Bem, apesar de concordar com a afirmação acima, acho melhor eu ler primeiro o livro antes de fazer maiores comentarios sobre a autora e sua familia... rsrsrs
Mas, voltando ao assunto, continuo achando preocupante a maternidade sem vocação tanto pr'as meninas q engravidam ser saber o q estão fazendo, quanto pr'as mulheres mais velhas q acham q ser mãe é OBRIGATÓRIO a todos os seres do sexo feminino.
No mais, a discussão aqui é ótima! Tenho certeza de fará muita gente começar a pensar melhor no assunto e a respeito de suas 'convicções'.
bjão e bons ventos aqui no blog!
Lindo, lindo..isso tudo Mônica. Flor de fino texto. Você transcendeu toda discussão com a entrevista. Você se expõe de forma ontopoética a meu ver. Tudo bem, isso é coisa para outros texto.
Feliz em reparar que apareceram menos malucos em sua caixa de comentários..hahah
Parabéns por continuar a bater seu gongo...sem libar para o zumbido das baratas como disse Claufe. parabéns não por não ter filhos mas por conquistar a liberdade de dizer, sem precisar gritar só porque você é fiel e verdadeira em cada argumento.
Parabéns pela entrevista. Ficou ótima.
Acho que a Corinne é meio doidona e exagera um pouco na dose...acho que sim!!!! os filhos dela não gostarão de ler este livro no futuro, na adolescência por exemplo hahaha ..talvez proque ela não tenha seu enorme talento para escrever com propriedade e gentileza..
como diz nosso amado mestre De Rose há meniras e maneiras de exercer a sinceridade , que é bem diferente de crueza..
em todo acaso curti a Corinne pela coragem e pela irreverência. Já disse aqui que sou mãe e amei seu artigo..porque não sou ou pelo menos busco naos er o tipo de mão que vc descreveu..porque a maternidade não é um fim e muito menos um meio e sim mais uma brincadeira da vida , em que agente pode se enfiar ou não...
hahah
hoje to inspirada ,.hahaha
escrevi tres poemas..hahaha
e tchamm..entre no blog...mande para o seu amigo Paulinho
penso que ele vai gostar...
meus beijosss apaixonados pelo seu talento mana
Carol Montone
ai Mônica...
sinceramente?
já tinha lido sobre esse livro em outro espaço e acho que o objetivo dela não é mais que vender e aparecer. gente dizendo que maternidade é maravilhoso já tem aos montes, então dizer isso ia ser chover no molhado, não ia chamar a atenção, então ela foi lá e disse o contrário.
não acho que ser mãe seja solução pros problemas de ninguém, nem que seja um mar de rosas. ter um filho não tem o objetivo de dar sentido à vida. um filho é um companheiro, alguém pra caminhar junto, não é um objeto que vem embrulhado pra prensente pra trazer só alegrias.
ter um filho é uma opção pessoal, não é obrigação, não é preciso ser mãe pra ser feliz. mas eu posso dizer que ter trazido minhas filhas ao mundo me transformou pra melhor, fez de mim uma pessoa mais bacana, mais consciente, mais generosa, mais livre, enfim, milhares de aprendizados. não coloco sobre as minhas filhas a responsabilidade pela minha realização ou felicidade, essa parada é minha. a felicidade tá dentro da gente, não no marido, no filho, no trabalho ou no que quer que seja.
quanto a dizer que as mulheres são prisioneiras dos filhos, me questiono sobre a forma como ela própria vivenciou a maternidade (como filha e como mãe). ter um filho é uma opção, e como em qualquer opção que se faz na vida, a gente ganha algumas coisas, perde outras. não há opções 100% ganhos na vida, a gente tem que estar o tempo todo a escolher, e isso não é necessariamente ruim, tudo depende de como a gente encara.
maturidade é sacar que a gente não pode ter tudo, e que faz escolhas pensando no que é importante. e não existem escolhas absolutas, o que é importante pra mim pode não ser pro outro.
falei demais né?
bjo!
ops! 'prensente' não, presente!
empolgar-se na hora de escrever tudo bem, mas assassinar o português também não, né? =P
Poxa Mônica... Que maravilha deve ser cantar com Leoni.
:)
Quanto ao livro, fiquei curiosa, mas pelo pouco que já li a respeito da infÂncia e maternidade, a história nos traz que esta foi aprendida, e que não havia o tal instito materno. As mães tinham seus filhos e deixavam com as criadas. Não havia interesse em cuidar. Isso acontecia na época em que as crianças eram vistas como miniaturas de adultos. Postei algo a respeito no início do blog.
:)
beijinhos
OI Monica,
Essa é uma grande questao, principalmente no que esbarra na "obrigação" de se ter filhos. Reproduzir-se tambem é um ato narcisico sem duvida, acho complicado julgar essas pessoas que tentam engravidar a qualquer custo. Minha experiencia com a manternidade é bom, sem complicações e penso que faz parte de mim ser mãe dos meus filhos. Preciso deles, talvez mais do que eles de mim. Adoro ter filhos. Mas isso sou eu. Esse prestar contas que as pessoas acabam sendo obrigadas a fazer a sociedade: "tenha um filho, escreva um livro, plante uma , arvore" esta mal-contado nao é? Bom seria que cada um deixasse aqui a sua marca, alguma coisa boa, em gratidão ao pao que foi inventado, ao telefone, ao antobiotico, enfim. Não precisa ser um filho. Alias nao precisa ser nada. COmo diz voce, é mesmo uma escolha de cada um.
Beijos e bom final de semana,
Cam
Se cada pessoa nesta vida, buscasse apenas ser e fazer feliz, de muito pouco importaria saber se tem ou não filhos na casa do vizinho.
Eu sou mãe por opção , amo isto e respeito quem não pensa assim. e ponto.
Adorei seu texto. Uma das coisas que sempre me incomoda nas pessoas é o fato de que vivem cercados de limitações, só sabem viver assim, do modo como os outros vivem. Nesse caso, filhos = felicidade, é uma das coisas que já parecem ter sido padronizadas, sem felihos = onfeliz, com filhos = feliz. Bom, acredito que sou responsavel por minhas escolhas e tenho o direito de faze-las a minha meneira, sem me preocupar em agradar outros.
Mais uma vez parabéns, como sempre vc arrasou.
Vou procurar ese livro. Me interessou muito. Embora ache que não querer ter filhos seja motivo suficiente para não tê-los.
Obrigada pelo carinho minha flor, o ar já mora no meu peito.
feliz domingo dos pais,
carinho e beijos
deu at� medo... e os filhos dela, coitados.. mas sei l� n�.. quem sou eu pra falar qq coisa, por enquanto quero dist�ncia de filhos mesmo.. =/
gostei do livro, vou procurá-lo. E a entrevista... excelente!
Oi Flor!
Passando pra matar a saudade, vou ler tudo que eu perdi aos poucos. Adoro seu cantinho e sempre que fico muito tempo londe daqui volto colocando a leitura em dia.
Bjos!
Oi!
Adorei seu blog!
Até
http://cara-nova.zip.net
É preconceito na assepção mais correta da palavra. É difícil de dissociar a corajosa decisão de não se reproduzir com o (juntando os pedacinhos) "brinco azul".
Pena que lemos só agora... Perdemos a entrevista.
Vc é 10, Mônica!
.
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Monica,
Apoiado, concordado, assinado embaixo, aprovado, aceito, acordado, firmado.
Babaquice essa de dizer q a mulher "nasceu para ser mãe"......e outras imbecilidades ditas por piscólogos, analistas, achólogos idiotas, e idiotas filósofas.....daquelas q dizem q "ser mãe é lindo!"..."ser mãe é um dom"..."ser mãe é isso e aquilo".
Os achólogos idiotas são os que apareçem na tv dando ibope para a tv e para si próprio. Falando de filhos, de mães, de famílias, e do caralho a quatro. Imbecilidades e idiotices, q os mais desavisados, os mais pobres e teleguiados ouvem e seguem as idiotices.
E em casa a mãe, o pai, a tia, a amiga, a avó, pressionam a mulher para casar, ter filho, e ser Maria Amélia. A gente anda no meio dessa gentinha e de repente depara com um comentário do tipo: "Vc não vai casar não?"...ou..."Vc não vai ter filho não?"....ou...."Vc vai ficar prá titia?"...
Concordo com vc Monica......ter filho custa caro, custa noite de sono, custa aporrinhação da porra da sogra e da propria mãe, custa a desistência de uma viagem ou um trabalho, custa a segurança do pentelho - com babá, com bala perdida, com a escolha da creche adequada.
Fora isso, o pentelho vai crescer e, como acontece, vai te dar um tiro nas fuças, ou uma facada, ou mesmo uma martelada na cabeça. Vai virar um drogado e criminoso.
E gastando o meu suado dinheirinho para pagar advogado e todas as despesas que o futuro escroto vai arrumar???
Ele pode se formar e ser o Pitanguy, ser o Cesar Ciello, ou o Presidente da República!
Nesse caso, já tem muito cirurgião plástico de sucesso por aí, já tem o próprio Cesar Ciello, e vários candidatos a presidente do Brasil.
Então vc tá certa.........deixa os filhos dos outros serem os bandidos ou doutores!
Algumas idiotas dizem que "filho é companhia".....só a imbecilidade da tapada é que acha q um filho é companhia prá papitos e momitas carentes. Aos 13 aninhos a pentelinha já tá na balada, já tá querendo ir prá rua. Aos 16/17 só volta às 5 da manhã............e a idiota da mãe sem dormir!!
O que precisa prá ser mais babaca q isso???.....mas na hora de aparecer no Fantástico a idiota diz que "a vida dela e dos pentelhos é linda!!!"
Quando alguma mulher falar merda prá vc, dizendo q vc não é mulher ou idiotices do tipo, manda ela tomar no cú!!
Quando alguma mulher falar merda prá vc, dizendo q vc não sabe o q é o "sentido da vida" pq não tem um pentelho, diga prá ela que fique com o sentido da vida dela, escrota e sofrida. Só a idiota acha q a vida dela com os pentelhos e o marido vai ser como a propaganda da Doriana!
Essas idiotas dizem q é lindo, mas "nas internas" a porrada come na hora de pagar a conta da escola, do supermercado, da roupa. Algumas dessas frustradas dizem: "deixo de fazer prá mim prá fazer pro meu filho(a)" mas na verdade é uma puta frustrada.
A gente tá cansado de ver na TV, nos vizinhos e amigos...........a porrada come nas internas!! O escrôto do pai faz chantagem em troca de presentinhos e dinheiro, a mãe dá uma de Marechal querendo dar ordens e mandar como se um filho fosse o boneco de estimação.
Daí alguns filhos matam bem matado! Porrada nos pais Generais e Marechais!
O casal de filhos da puta foram adolescentes, jovens, pularam muros e fizeram tudo o que os jovens fazem. Mas na hora da filhinha cair na gandaia, namorar e dar prá quem quiser, o casal de filho da puta dos pais inventam de proibir, dar ordens e castrar os filhos. Por isso, porrada nos pais generais e marechais! Tá certo!
Entupam-se de filhos! Virem noites, dias e tardes dando chupeta, mamadeira e o caralho a quatro! Fiquem sonhando, brincando de casinha e de boneca, idolatrando um ser que no futuro não será o que a dedicada momita quer pq eles tem vontade própria, só a idiota da mãe e do pai é que acham q não! Teve uma idiota q até riu e disse q "filhos são pedaços de mim!"
Às vêzes, e quase sempre, o pentelho pareçe um ET, mas a idiota da mãe e do pai acham lindo!? E ainda dizem que vc Monica é que não enxerga!!
Outras são golpistas mesmo - engravidam achando q o marido vai amar, os avós vão se apaixonar e a vida financeira dela está garantida!
Tabu de terra de índio atrasado e antiquado!
Quando ver essas idiotas analistas e psicólogas no Fantástico, apenas ache graça, deboche delas abertamente!
Vc está certíssima Monica!!!!
Filho é o caralho!!!!!!!!!
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Moniquinha........
Dá esse exemplo prá momitas, titias, amigas, e achólogas que falam merda sobre sua decisão de não ter filho...
O bebê que caiu da janela de um apartemento em Recife, foi salvo pela fralda, que ficou presa na grade do prédio.
A polícia concluiu que a mãe vai ser indiciada por negligência.
Bem feito!
Tem que ser presa e perder a guarda da criança.
Então, diga para as achólogas.
"Ser mãe para ser negligente?"....ah....certamente as idiotas vão argumentar.....e insistir que ser mãe é lindo!
Um pai, no RJ, quebrou o filho de porrada com pau. O moleque tem 4 anos!
Isabela Nardoni voou da janela....hahaha!
Ser mãe é lindo né?.....e deixar a filha na mão da madrasta,
ou de uma babá que tb enche ela de porrada!
Hahaha...
Ser mãe é lindo né?
Diga prá elas..as achólogas...aquilo que eu diria:
Entupam-se de filhos...com todo prazer!
Grande maioria de negligentes se achando!
Digníssima e Santíssima idiotice de que tem capacidade de ter filho!
Se achar capaz é uma coisa.....mas ter dinheiro para bancar sem reclamar é outra!
Se achar capaz é uma coisa.....mas ter estrutura fisio e psicológica é outra!
E o q a gente vê na maioria das casinhas de boneca é o estresse e a porrada comendo nas internas para pagar a conta do colégio.
É chantagem e cobrança em cima dos filhos.
É estresse ao pensar q o pentelho vai sair prá balada e pode não voltar vivo!!
Hahaha!!!
Ser mãe é lindo né???...
Olá Mônica!!
É pura coincidência, mas toda vez que vc participa de um programa eu estou na frente da TV. Foi assim no Sem Censura, no Fantástico e hoje no Happy Hour. Acredito que suas idéias tem fundamentos, valores para uma sociedade moderna e acho bacana que vc colabore de alguma forma para esclarecer as pessoas. Mas o que verdadeiramente irrita o telespectador ( alguns com quem conversei e principalmente a mim) é que vc não permite que o entrevistado te entreviste. Com a Leda vc tomou um tempão e psicóloga que foi convidada para comentar o livro não pode abrir a boca, a apresentadora te interrompeu várias vezes, com o fantástico foi diferente te cortaram, rs...agora no Happy Hour, o Fred tinha uma pergunta para te fazer, mas como vc não fechou a boca um segundo, perdeu a oportunidade de explorar os seus conhecimentos,(deve ser por isso que não te convidaram para ir ao vivo), se liga, se toca e repense a sua postura, antes de se tornar uma pessoa antipática com alto índice de rejeição.
saudações.....
Kellynha, querida, obrigada por se preocupar comigo e por me dar dicas!!!
Rejeições são sempre possíveis e não temos controle sobre elas! O bom da TV é que o expectador é livre para mudar de canal se caso não gostar ;-), ele não é obrigada a assistir o que o irrita!
No mais, coisas nem sempre são o que parecem, a pergunta do Fred não chegou ao meu audio em casa, querida, por isso não parei de falar, mas penso que o diretor do programa gostou da minha tagarelação, pois gravamos esse programa há semanas e eles não cortaram na edição. Vê como num tudo é o que parece? Você achou que o programa era ao vivo e não era....
Sinta-se à vontade para voltar ao Fina Flor sempre que quiser,
Beijos,
MM.
MM,
Vc não tem que "se ligar" nem "se tocar" porra nenhuma, como sugere a distinta Kelly.
Dê um foda-se se alguem te achar antipática!
Dê um foda-se se alguém te rejeitar!
Vc não precisa de pentelhos!!!...nem pentelhas!!!
Abra a boca mesmo, e diga o que vc quer e pensa.
Se der tempo aí escute....caso contrário solte o verbo mesmo!!
E foda-se os ouvidos de quem não gostar....
Que levante da cadeira e vá embora...
Que desligue o rádio....
Que mude o canal de tv e vá assistir à Glorinha Kalil falar merda no Fantástico para as idiotas seguirem!!!
bjks coisiquinha linda!!!
Ola Monica,
hoje te vi no Happy Hour e, desculpe, achei que vc fala demais. Por um momento pensei que vc fosse levar o programa sozinha, principalmente porque tudo que dizia tinha muito sentido. Adorei!
Nao que eu faca parte do seu time (tarde demais!!)pois meu filho ja tem 12 anos, mas sendo muito sincera acho honesto e justo decidir se quer seguir liberta ou deliciosamente presa e (pior) de maos atadas diante do seu destino. Adorei vc, quanta poesia em sua alma!Bjos
Prabens pelo texto.O mais inacreditavel é que estamos no ano de 2008 e muitas pessoas ainda não aprenderam a respeitar a opinião dos outros. Não quero ter filhos tb, e por sorte, minha namorada tb não! Não é uma maravilha?
Os que querem ter e criticam, não vêem (e quem critica não vê mta coisa) que eles são tão egoístas quanto nós. Eles querem ter só pra matar uma vontade deles. A vontade de ser pai e mãe.Nada mais pesa na decisão.
Bjs, abraços e sorrisos pra vc...ahhh! Vc é linda! Que sorriso(te vi no gnt)...meu Deus!
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